Madrassati Toyaria de M’tsangadoua (Mayotte- África)
Tenchi Tessen – Miguel Raposo e Paula Chambel (Portugal)
Elena Bertuzzi (França)
Músicas e Danças de São Gonçalo (Santa Brígida, BA)
Terno de Moçambique do Capitão Júlio Antônio (Comunidade de Fagundes, MG)
Comunidade Quilombola Kalunga (GO)
Claudia Fernandes, Toca (GO)
Juliano Basso (GO)
Paulo Dias (SP)
Paulo Machado (SP)
Guarani Mbyá (SC)
Bayaroá (AM)
Tupinambá (BA)
ENCONTRO DE CULTURAS DO MUNDO
Está no ar o vídeo do Encontro de Culturas do Mundo, com alguns dos melhores momentos do evento realizado pelo Centro de Estudos Universais em parceria com a Casa de Cultura Cavaleiro de Jorge.
O Encontro aconteceu em janeiro no Espaço Cultural Tangará Mirim, em Imbassaí, Bahia, como parte do projeto Dançando Pela Paz, que promove a cultura de paz e união entre os povos por meio da música e da dança.
Reserve já sua vaga para o próximo encontro, que acontece de 18 a 22 de janeiro de 2018.
Mais informações:
Tels.: (11) 3071-3842 e (71) 98130-0990

XI ENCONTRO DE MÚSICAS E DANÇAS DO MUNDO CHEGA COM NOVIDADES
Em janeiro, o distrito de Imbassaí, no município baiano de Mata de São João, recebe o Encontro de Culturas do Mundo. Originalmente trazendo convidados nacionais e internacionais apresentando diferentes aspectos de sua música e dança, o evento foi expandido e vai propiciar fóruns com uma discussão mais ampla sobre temas ligados à cultura e ainda mais visibilidade para grupos e povos que vivem em conflito. A principal novidade é o Encontro Multiétnico (dias 20 a 22), que reunirá sete diferentes etnias indígenaspara compartilhar ritos e saberes ancestrais entre si e com o público, no Espaço Cultural Tangará Mirim. Em seguida, no mesmo local, acontece o já tradicional Encontro de Músicas e Danças do Mundo (dias 25 a 29), que chega à 11ª edição e congregará artistas brasileiros, portugueses, turcos e africanos, em apresentações e oficinas abertas ao público.
O Encontro Multiétnico terá a presença de diversas etnias locais, como Guarani / Mbya (Sta Catarina), Fulni-Ô (Pernambuco), Kayapó / Mebêngôkre (Pará), Dessana (Amazonas), Yawalapiti (Xingu) e Tupinambá (Bahia). Na programação, atividades como oficinas, exposições e exibição de filmes promoverão debates sobre questões relacionadas à causa indígena. O evento contará ainda com a exposição “Guarani Kaiowá: Imagens de quando a coragem recusa a humilhação”, do fotógrafo Rogério Ferrari.

No Encontro de Músicas e Danças do Mundo, os destaques internacionais ficam por conta do grupo Madrassati Toyaria de M’tsangadoua, com a oficina de Danças e Cantos Sufis das mulheres de Mayotte (África), as Práticas de Tenchi Tessen, com Miguel Raposo e Paula Chambel, de Portugal, a Oficina de Danças e Ritmos Turcos, com os artistas Senol Sentürk, Betül Sentürk, Halil Ibrahim Karaagaç, Sinan Güneysu e Hasan Kukuoglu, da Turquia, e a Oficina de Ritmos do Oriente Médio e Giros Sufis, com o dançarino egípcio Mohamed El Sayed.
O Brasil também terá uma presença eclética. O estado anfitrião estará representado pelas Baianas do Terreiro Oyá Denã, de Camaçari, pelas apresentações do Grupo de Músicas e Danças de São Gonçalo, de Santa Brígida, e por Rosângela Silvestre, criadora da TécnicaSilvestre, prática corporal com movimentos que remetem às culturas brasileira e africana. A Família Menezes, do Maranhão, estará à frente das Danças e Brincadeiras Cantadas. A tradicional comunidade quilombola Kalunga, de Goiás, fará a apresentação de Dança Sussa, enquanto Minas Gerais participa com o Terno de Moçambique do Capitão Júlio Antônio da Comunidade de Fagundes. Já o estado de São Paulo é representado pelas Oficinas de Práticas Corporais, de Maria Amélia Pereira (Péo) e Irene Crespo, e pela Oficina de Músicas do Mundo, de Gabriel Levy, acordeonista, arranjador, compositor, educador e produtor musical.

“Queremos chamar a atenção para povos que estão em conflito e sempre mostramos essas culturas de uma forma positiva, pela música e pela dança, que contribuem para minimizar as diferenças e aproximar os diferentes grupos”, explica Glaucia Rodrigues, diretora do Centro de Estudos Universais AUM, associação sem fins lucrativos que, desde 1998, realiza festivais de músicas e danças étnicas pelo projeto Dançando Pela Paz.
O evento contará com atividades gratuitas, como os fóruns culturais, com a participação de Alberto Ikeda (Ciências da Comunicação – USP), Amâncio Friaça (Astronomia – USP), Claudia Fernandes (comunidade Kalunga – GO), Edgar Assis Carvalho (Antropologia – PUC-SP), Elena Bertuzzi (Etnologia da dança – França), Juliano Basso (Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros e da Aldeia Multiétnica – GO), Maria Amélia Pereira (Péo) ( Casa Redonda e da OCA – Aldeia de Carapicuíba , SP), Paulo Dias (Associação Cultural Cachuera – SP), Paulo Machado (psiquiatra e psicoterapeuta Junguiano), e Peter Culshaw (Songlines Magazine e Theartsdesk.com – Inglaterra); e as exposições ‘Guarani Kaiowá’ com imagens em preto e branco retratando a luta dos Kaiowá em defesa do seu território ancestral, ‘Eu rio pro mar’, de autoria do designer Jean Louis Vasconcelos, cujas pinturas em óleo sobre tela mergulham no universo das águas, tendo o mar como personagem principal e ‘Homenagem ao balangandã’, da artista plástica Alexa Leirner.

Um espaço de integração cultural será criado em Imbassaí, a 70 km do aeroporto de Salvador, especialmente para a realização do Encontro Multiétnico. O evento é fruto de uma parceria entre o Centro de Estudos Universais AUM e a Casa de Cultura Cavaleiro Jorge, que há 10 anos realiza, na Chapada dos Veadeiros (GO), eventos que visam fortalecer os povos indígenas, criando novas possibilidades para a sua sustentação, como o Encontro de Culturas Tradicionais e a Aldeia Multiétnica, que terá no evento baiano uma extensão interestadual.
Serviço:
Encontro de Culturas do Mundo
Local: Espaço Cultural Tangará Mirim – Imbassaí, BA
– Encontro Multiétnico: de 20 a 22 de janeiro
– 11º Encontro de Músicas e Danças do Mundo: de 25 a 29 de janeiro
Sobre o Centro de Estudos Universais AUM
O Centro de Estudos Universais AUM é uma organização que explora a unidade e o jogo entre os saberes fundamentais: arte, ciência e espiritualidade. Os membros do CEU AUM empregam esforços a fim de conectar conhecimento e ação, teoria e prática, local e global e tradicional e moderno. Para isso, realizam manifestações culturais, tanto em âmbito nacional quanto internacional. A instituição também visa promover a formação de uma cidadania planetária preparada para lidar com as transformações e a diversidade do mundo contemporâneo, e promover a cultura da paz, autoconhecimento e respeito ao mundo. O CEU AUM orienta suas ações e pesquisas segundo os eixos de Transdisciplinaridade; Arte e Consciência; e Culturas em Âmbito Planetário, que criam um espaço de encontro e interação das diversas formas de saber, sentir e agir.